"OPINIÕES DE SEGUNDA" – “De mãos dadas com os livros…"
"OPINIÕES DE SEGUNDA" – “De mãos dadas com os livros…"
A “Bola Mágica” começa em janeiro
A “Bola Mágica” começa em janeiro

Para consultar o plano, clique aqui.
A Federação Portuguesa de Futebol (FPF) vai levar, a todos os distritos do país, projetos piloto com o objetivo de fomentar a prática de atividades físicas e desportivas junto das crianças do 1º ciclo.
No distrito de Viana do Castelo, o programa designado “Bola Mágica” vai decorrer na Escola Básica de Entre Ambos-Os-Rios, escolhida para integrar o Plano Estratégico da Federação "Futebol 2030".
Entre 9 de janeiro e 31 de março, a “Bola Mágica” começa a rolar. O projeto vai ser implementado nas Atividades de Enriquecimento Curricular, não interferindo com a componente letiva.
Apesar de se tratar de uma iniciativa da FPF, as atividades físicas que vão ser dinamizadas vão além do futebol e do futsal, pois serão incluídas outras práticas desportivas. O objetivo é que as crianças possam desenvolver competências e hábitos físicos e desportivos, independentemente da modalidade.
Este é um dos 15 programas de transformação que compõem o Plano Estratégico da FPF para 2030, denominado Futebol2030 e um dos 24 projetos pilotos que vão ser implementados em todo o país, que junta nomes da área do desporto e do estudo académico e científico, nomeadamente Arménio Pinho (Diretor da F.P.F.), Manuel Puerta Costa (Gestor do programa), Carlos Neto (Professor Catedrático na Faculdade de Motricidade Humana da Universidade de Lisboa e líder da equipa técnica do programa), José Guilherme Oliveira (Treinador seleções jovens da F.P.F.), Júlio Costa (Fisiologista / Cientista Desportivo. Ph.D. em Ciências do Desporto), Susana Vale (investigadora em atividade física e saúde, FADEUP), Luís Paulo Rodrigues (I.P. Viana do Castelo), Rita Cordovil (FMH) e Prof. André Seabra (Diretor da Portugal Football School).
Para a implementação do projeto no nosso Agrupamento, foi estabelecida uma parceria com a Câmara Municipal de Ponte da Barca, a Associação de Futebol de Viana do Castelo e a Associação Tempos Brilhantes.
Ainda o centenário de Saramago: Alunos apresentam desejos para a Humanidade
Ainda o centenário de Saramago:
Alunos apresentam desejos para a Humanidade
No seu discurso, quando recebeu o Prémio Nobel da Literatura, na Academia sueca, em Estocolmo, em 1998, José Saramago fez referência à passagem dos 50 anos da Declaração Universal dos Direitos Humanos, que havia sido adotada pela Organização das Nações Unidas, a 10 de dezembro de 1948.
Saramago falou sem rodeios. Neste meio século – afirmou – “As injustiças multiplicam-se, as desigualdades agravam-se, a ignorância cresce, a miséria alastra. (…) Chega-se mais facilmente a Marte do que ao nosso próprio semelhante.”
E o seu desafio final foi ao exercício da cidadania: “Tomemos então nós, cidadãos comuns, a palavra e, com a mesma veemência com que reivindicamos direitos, reivindiquemos também o dever dos nossos deveres, talvez o mundo possa tornar-se um pouco melhor.”
Inspirados por estas palavras, os alunos dos 2.º e 3.º Ciclos foram convidados, no contexto da celebração do centenário do escritor, a debater, em Cidadania e Desenvolvimento, os grandes desafios que se colocam à sociedade em termos de justiça social e de direitos humanos, redigindo, depois, um “Desejo para a Humanidade”, que colocaram na “Árvore da Bondade” existente, respetivamente, na Biblioteca Escolar e no átrio do bloco C.
O desejo dominante foi, naturalmente, o da paz. Paz na Ucrânia, paz no mundo: “Que a guerra acabe, que haja paz”, pedem muitos alunos.
Outro desejo recorrente tem a ver com o ambiente: “Que parem de estragar o planeta terra” e “que o futuro das novas gerações seja acautelado, porque não há um ‘Planeta B’”.
E também as questões sociais: “Que haja justiça social e menos pobreza” – escrevem. “Que acabem as desigualdades, a fome e o desemprego”. “Que todas as pessoas tenham direito a uma casa, a uma família, e a comida na mesa”. “Que não haja pessoas na miséria e a viver na rua”.
Há um desejo bem expressivo: “Que os seres humanos construam finalmente pontes sólidas e encontrem formas de reconstruir uma sociedade unida, que só procure fazer o bem sem estar à espera de algo em troca. A união é o segredo para a sobrevivência e está mais do que na hora de agir!”.
O direito de todos à educação, o racismo e toda a discriminação aos mais diversos níveis, o preconceito, o bullying, são outros problemas que preocupam, fortemente, os nossos alunos, a avaliar pelos desejos que colocaram na “Árvore da Bondade”.
E ainda bem…
Porque ao tomarem consciência da realidade e ao assumirem posições críticas estão a combater, nas palavras de Saramago, “essa perniciosa forma de cegueira mental que consiste em estar no mundo e não ver o mundo, ou só ver dele o que, em cada momento, for suscetível de servir os nossos interesses.”
Ao assumirem posições, os nossos alunos estão a exercer a cidadania. Estão já a ajudar a construir um mundo “um pouco melhor”.
Parabéns!
Prof. Luís Arezes
Teatralização entusiasma alunos do 1.º Ciclo
Teatralização entusiasma alunos do 1.º Ciclo
Os alunos dos 2.º, 3.º e 4.º anos do Agrupamento de Escolas de Ponte da Barca participaram numa animada sessão inspirada no livro selecionado para o concurso de leitura – “Os Três Desejos”, de Júlio Borges, com ilustração de Nuno Alexandre Vieira.
A animação teatral foi protagonizada pelo ator Rui Ramos que, visitando as três Escolas Básicas (Crasto, Entre Ambos-os-Rios e Diogo Bernardes), ofereceu aos mais pequenos a magia da arte cénica, com destaque para a expressividade da palavra dita, a força do silêncio, a riqueza comunicativa do gesto e do movimento e ainda o poder da indumentária e da caracterização.
Num registo de muita interação, as sessões despertaram grande entusiasmo e adesão entre os participantes que, de uma forma divertida, foram interpelados para a importância do trabalho e da sabedoria para, nos mais diversos momentos da vida, saber discernir a opção mais adequada e vantajosa.
Esta atividade – que resulta da parceria que o Agrupamento mantém, há vários anos, com as edições Opera Omnia – foi previamente preparada, tendo a Biblioteca Escolar, em articulação com as professores titulares, proporcionada a cada uma das 13 turmas envolvidas, uma leitura expressiva da obra.
Biblioteca Escolar












