A Liberdade é como um cravo: precisa de ser cuidada para não morrer
A Liberdade é como um cravo:
precisa de ser cuidada para não morrer
“A Liberdade pode não durar para sempre. Ela é como um cravo, precisa de ser cuidada e regada, todos os dias, para não murchar e morrer”.
A mensagem foi transmitida por Rui Ramos, no decorrer de uma sessão que dinamizou para os alunos dos 2.º, 3.º e 4.º anos das EB de Crasto e de Entre Ambos-os-Rios.
Inspirado na obra “Miguel e Kiko no 25 de Abril, de Gisela Silva e ilustrações de Susana Lima, o ator e contador de histórias proporcionou uma animada e interativa teatralização sobre os valores de Abril.
Sempre num registo divertido e muito próximo, Rui Ramos conduziu os mais novos por um interessante vigem no tempo, ilustrando as condições de vida e a repressão da ditadura e da PIDE, antes do 25 de Abril, o processo revolucionário e a alegria da chegada da Liberdade, há 50 anos, e o desafio cívico de continuarmos a zelar por este precioso património, que a Revolução dos Cravos nos ofereceu.
As duas sessões – que complementaram as que já haviam sido realizadas, uma semana antes, com Inácia Cruz, para os colegas da EB Diogo Bernardes – inserem-se no âmbito do programa comemorativo dos 50 anos do 25 de Abril, que o Agrupamento está a implementar.
Os encontros com os dois contadores de histórias foram devidamente preparados, num trabalho articulado entre os docentes titulares e a Biblioteca Escolar, que, na hora do conto, fez para cada uma das turmas a leitura expressiva da obra, com uma abordagem reflexiva das grandes conquistas de Abril.
Biblioteca Escolar
Dia do Pai - Mensagens ao Meu Pai
Dia do Pai - Mensagens ao Meu Pai
Mensagens ao Meu Pai
O grupo de educação especial celebrou com mensagens elaboradas pelos alunos, no dia 19 de março, uma data especial que não poderia deixar passar em branco.
«O Dia Do Pai »
E também para assinalar o Dia Mundial da Poesia que se celebra hoje partilhamos convosco um poema da nossa grande poetisa Florbela Espanca dedicado ao Pai.
Ter um Pai! É ter na vida
Urna luz por entre escolhos;
É ter dois olhos no mundo
Que veem plos nossos olhos!
Ter um Pai! Um coração
Que apenas amor encerra,
É ver Deus, no mundo vil,
É ter os céus cá na terra!
Ter um Pai! Nunca se perde
Aquela santa afeição,
Sempre a mesma, quer o filho
Seja um santo ou um ladrão;
Talvez maior, sendo infame
O filho que é desprezado
Pelo mundo; pois um Pai
Perdoa ao mais desgraçado!
Ter um Pai! Um santo orgulho
Pro coração que lhe quer
Um orgulho que Não cabe
Num coração de mulher!
Embora ele seja imenso
Vogando pelo ideal,
O coração que me deste
O Pai bondoso é leal!
Ter um Pai! Doce poema
Dum sonho bendito e santo
Nestas letras pequeninas,
Astros dum céu todo encanto!
Ter um Pai! Os órfaozinhos
Não conhecem este amor!
Por mo fazer conhecer,
Bendito seja o Senhor!
A CANTIGA É UMA ARMA – “Eu vim de longe, eu vou p'ra longe” (1982)
A CANTIGA É UMA ARMA – “Eu vim de longe, eu vou p'ra longe” (1982)

Em 1982, oito anos depois do fim do seu exílio em Paris, José Mário Branco publicou “Ser Solidário”, um duplo álbum original que navega entre o fado e o jazz, entre a canção francesa e a moda popular.
Uma das canções em destaque no disco, sobretudo pelo profundo significado da letra, é “Eu vim de longe, eu vou pr’a longe”.
Sete anos depois do fim do Processo Revolucionário Em Curso (PREC), que agitou Portugal, o artista interpreta um sentido testemunho de desilusão, ou melhor, de “derrota”, mas também de esperança, face ao curso dos acontecimentos, entre abril de 1974 e novembro de 1975:
“Quando a nossa festa se estragou
E o mês de Novembro se vingou
Eu olhei p'ra ti
E então eu entendi
Foi um sonho lindo que acabou
Houve aqui alguém que se enganou”
Profundamente desiludido, ou “derrotado”, com o rumo dos acontecimentos, o artista deixa, no entanto, uma mensagem final de otimismo e de esperança:
“Quando finalmente eu quis saber
Se inda vale a pena tanto qu'rer
Eu olhei p'ra ti
E então eu entendi
É um lindo sonho p'ra viver
Quando toda a gente assim quiser
(…) São a parte que eu posso prever
Do que a minha gente vai fazer”
A história da produção do álbum “Ser Solidário” merece, aliás, uma referência. Não conseguindo o apoio de nenhuma editora nacional para o publicar, José Mário Branco optou por apresentar as canções em formato espetáculo, no Teatro Aberto, em Lisboa.
As apresentações ao vivo, que se prolongaram no tempo, sempre esgotadas, foram aproveitadas para distribuir um cheque-disco pelo público, que serviria como pré-financiamento para a edição do álbum, numa pioneira estratégia pioneira de “crowdfunding”.
O famoso tema “FMI” era parte integrante do espetáculo “Ser Solidário”. Gravado numa das exibições, foi publicado em formato maxi single em 1982 e oferecido juntamente com o LP “Ser Solidário”, apresentando a mensagem de que, "por determinação expressa do autor, ficava proibida a audição pública parcial ou total da obra."
Independentemente do posicionamento que cada cidadão possa ter face ao curso da Revolução dos Cravos, “Eu vim de longe, eu vou pr’a longe” tornou-se uma canção emblemática, com o seu refrão a fazer parte do imaginário nacional.
Vamos, então, ouvir – e cantar – “Eu vim de longe, eu vou pr’a longe”, com José Mário Branco…
É uma interpretação no “Programa Vozes de Abril” da RTP, realizado ao vivo no Coliseu dos Recreios em 2008, no âmbito das comemorações do 25 de Abril.
A Organização
"OPINIÕES DE SEGUNDA" - "O Reinar do Consumismo…"
"OPINIÕES DE SEGUNDA" - "O Reinar do Consumismo…"
Contratação de Escola 2023/2024 - Grupo de Recrutamento - 910 - Lista de Ordenação Final (15-03-2024)
Contratação de Escola 2023/2024
Lista Final de Ordenação de Candidatos (Horário n.º 23 – Grupo 910 – 9 horas)
Contratação de Escola com vista ao suprimento de necessidades.
50 Cravos para as Seis Marias
50 Cravos para as Seis Marias
No Dia Internacional da Mulher do ano em que se assinala o 50º aniversário do 25 de Abril, em razão da memória da evolução do papel da Mulher na sociedade portuguesa, é impossível dissociar uma efeméride da outra.
Na Escola Secundária de Ponte da Barca homenageamos as “Seis Marias”, as enfermeiras paraquedistas que ousaram desafiar o “mundo” até então exclusivo dos homens, mostrando que as profissões não têm género.
Foi um projeto desenvolvido entre a aulas de Cidadania e as aulas de História, tendo em vista a consecução do ODS5 (Objetivo de Desenvolvimento Sustentável 5), que pretende promover a Igualdade de Género e empoderar as mulheres. Propusemos-nos favorecer a aprendizagem do exercício da cidadania por parte de rapazes e raparigas, livre de preconceitos de género.
O projeto foi desenvolvido com a turma B do 9º ano de escolaridade e apresentado em duas sessões aos alunos das turmas: A, C, D e E do 9º ano e alunos da turma D do 11º ano, Curso Profissional de Técnico de Multimédia.
Contamos com a colaboração de alguns encarregados de educação que disponibilizaram guarda roupa e adereços, a quem muito agradecemos, bem como à funcionária Celeste Barros pela sua prestimosa colaboração.
A reportagem fotográfica e videográfica esteve a cargo dos alunos do 11º D, curso Profissional de Técnico Multimédia, orientados pelo senhor professor Emanuel Cruz, a quem também agradecemos a colaboração.
A professora responsável,
Maria José Gonçalves
Exposição «Dia Internacional da Mulher»
Exposição «Dia Internacional da Mulher»
No dia 8 de março, os alunos da Educação Inclusiva que frequentam o Centro de Apoio à Aprendizagem, assinalaram o “Dia da Mulher”. Foi uma oportunidade de os conscientizar sobre a importância da luta pelos direitos das mulheres e sobre a necessidade de construir uma sociedade mais justa e igualitária. Este tema contribuiu também para o desenvolvimento de competências socioemocionais, como a empatia, a solidariedade e o respeito às diferenças.
Grupo da Educação Especial
Aqui há Ciência - Quanto vale uma Baleia?
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